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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Gramáticas pra que te quero!

Assim como fiz com os dicionários, vou citar as gramáticas que utilizei no começo. Existem outras, mas vou falar das que eu estudei (Lembrando que eu sou nível A2, então ainda não utilizei gramáticas mais avançadas).

A primeira gramática que utilizei foi "Gramática Essencial do Alemão".
Vantagens:
1- Era fácil de encontrar na biblioteca da universidade, sempre havia exemplares disponíveis o que me permitia renovar o empréstimo.
2- As explicações eram em Português.
Desvantagens:
1- Achava um pouco desorganizada, por que em um capítulo sobre verbos, ela já mostrava todas as conjugações de um verbo. Normalmente ao aprender uma língua, você vai aprendendo um tempo verbal por vez, senão vira bagunça.
2- Não sei quanto ela custa, afinal sempre pegava na biblioteca nos primeiros semestres de curso.

A gramática que atualmente uso é a "Kipp und Klar", foi uma recomendação da minha primeira professora de Alemão.
Vantagens:
1- Contempla até o nível B1
2- Achei o material bem organizado, os conteúdos estão diluídos em vários capítulos. Sua estrutura é uma página com a explicação gramatical e a outra página com exercícios (no final ainda há gabarito).
Desvantagens
1- Para quem está no começo o fato dela ser escrita totalmente em alemão pode ser complicado. Para quem já tem um certo contato com a língua, pode servir de estímulo ao estudo.
2 - Preço. Seu preço é um tanto salgado. Quando comprei era algo em torno de 80 reais, acredito que hoje deve ser mais caro. 


terça-feira, 18 de junho de 2013

Csf: O começo da Saga


Maio de 2012, auditório da FACE na UFMG, em trono das 18h. Naquela época já trabalhava e vim o mais rápido que pude, pois terminaria as 19h. Lá estavam representantes de universidades alemãs e representantes do DAAD. Pela primeira vez pude tirar todas as minhas dúvidas iniciais a respeito do Csf e ficar deslumbrada com as oportunidades que isso me traria.

Por ironia do destino encontrei um grande amigo que também nutria esse mesmo sonho.Eu me deslumbrei com a TUM e ele com a FAU (onde ele atualmente estuda). O fato é: naquela época a UFMG era muito rigorosa na homologação dos candidatos, eu já seria carta fora do baralho e nem me inscrevi para ir em Jan/2013, aguardei a outra etapa do edital 118: a que iria em Jul/2013.

Esperei o próximo período de inscrição, nov/12. Nesse meio tempo, o critério da UFMG para homologação mudou: uma esperança surgiu! Só preciso do certificado...

O certificado que quebrou minhas pernas: Viajando a trabalho perdi a inscrição do OnDaf e fiz outro, o Start 2. Pena que não me avisaram que ele demoraria muito para ficar pronto. Perdi o prazo de entrega do certificado e sabia que estaria fora por isso, dizia a mim mesma "no próximo vai, você terá tudo em mãos!"

O resto da história o pessoal da repescagem/reopção já conhece: Um email perguntando se estaria de acordo em fazer um curso intensivo de 6 meses, "sim, claro ou com certeza?" A chama reascendeu, assim como uma nova expectativa por mais emails. Foram meses dificeis, não tinha cabeça para mais nada, cada semana era uma espera por respostas.

E a resposta veio finalmente: Estarei estudando alemão no DID - Institut em Frankfurt! O sonho que nunca acaba veio até mim, o gosto de nunca perder a fé e ir até o final: e não morrer na praia! Assim termina a saga do edital 118 e começa uma nova etapa para mim. Passagens compradas? Sim Senhor!

(F5 é o botão do teclado que não funciona)



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas

No meu edital pedia nível mínimo A2, o edital atual pede nível mínimo A1, afinal de contas o que isso quer dizer? O que caracteriza um nível? É sobre esse assunto que vou falar hoje.
A primeira vez que eu ouvi falar dessa classificação eu nem sonhava com Alemanha, ainda dava meus passos no Inglês. Em um determinado momento da aula ela explanou de forma breve o que cada nível significava, e qual seria uma equivalência entre básico, intermediário e avançado, as classificações mais comuns aqui. A grosso modo, ela falou que o A1 seria o iniciante, o A2 equivale ao nosso básico, o B1 um intermediário, B2 avançado, C1 seria o Proficiente e C2 aquele falante com o domínio pleno na língua. Naquele momento eu pensei: é capaz de nem em Português eu ser C2!

A verdade é que existem diretrizes que classificam os níveis, determinados conhecimentos gramáticas e de vocabulário são esperados que o falante tenha em cada um dos níveis, como vocês podem ler abaixo:

A1
Neste nível o falante é capaz de utilizar expressões quotidianas. Já é capaz de fazer perguntas sobre o local onde vive, onde mora entre outras. É capaz de estabelecer diálogos simples, desde que o interlocutor fale de forma pausada e clara.


A2
No A2 o falante é capaz de comunicar a respeito de informações pessoais, sobre família, pedir informações de localização e compras. Pode descrever de modo simples a sua formação, o meio circundante e, ainda, referir assuntos relacionados com necessidades imediatas.

B1
É capaz de compreender as questões principais, temas abordados no trabalho, na escola e nos momentos de lazer entre outros. O falante neste nível já pode criar um discurso simples e coerente sobre assuntos que lhe são familiares ou de interesse pessoal. Pode descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como expor brevemente razões e justificações para uma opinião ou um projeto.

B2
É capaz de compreender as ideias principais em textos complexos incluindo discussões técnicas na sua área de especialidade. É capaz de comunicar com um certo grau de espontaneidade com falantes nativos. É capaz de exprimir-se de modo claro e sobre uma grande variedade de temas.
(Este é o nível mínimo exigido para as aulas na Universidade)


C1
É capaz de compreender um vasto número de textos longos e exigentes, reconhecendo os seus significados implícitos. É capaz de se exprimir de forma fluente e espontânea sem precisar de procurar muito as palavras. É capaz de usar a língua de modo flexível e eficaz para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Pode exprimir-se sobre temas complexos, de forma clara e bem estruturada, manifestando o domínio de mecanismos de organização, de articulação e de coesão do discurso.


C2
É capaz de compreender, sem esforço, praticamente tudo o que ouve ou lê. . É capaz de se exprimir espontaneamente, de modo fluente e com exatidão, sendo capaz de distinguir finas variações de significado em situações complexas.

O teste do OnDaf classifica uma pessoa entre os níveis A2 e C1, por isso existem as classificações "abaixo de A2" e "acima de C1", no próximo post vou falar um pouco mais sobre o teste OnDaf

Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas

No meu edital pedia nível mínimo A2, o edital atual pede nível mínimo A1, afinal de contas o que isso quer dizer? O que caracteriza um nível? É sobre esse assunto que vou falar hoje.
A primeira vez que eu ouvi falar dessa classificação eu nem sonhava com Alemanha, ainda dava meus passos no Inglês. Em um determinado momento da aula ela explanou de forma breve o que cada nível significava, e qual seria uma equivalência entre básico, intermediário e avançado, as classificações mais comuns aqui. A grosso modo, ela falou que o A1 seria o iniciante, o A2 equivale ao nosso básico, o B1 um intermediário, B2 avançado, C1 seria o Proficiente e C2 aquele falante com o domínio pleno na língua. Naquele momento eu pensei: é capaz de nem em Português eu ser C2!

A verdade é que existem diretrizes que classificam os níveis, determinados conhecimentos gramáticas e de vocabulário são esperados que o falante tenha em cada um dos níveis, como vocês podem ler abaixo:

A1
Neste nível o falante é capaz de utilizar expressões quotidianas. Já é capaz de fazer perguntas sobre o local onde vive, onde mora entre outras. É capaz de estabelecer diálogos simples, desde que o interlocutor fale de forma pausada e clara.


A2
No A2 o falante é capaz de comunicar a respeito de informações pessoais, sobre família, pedir informações de localização e compras. Pode descrever de modo simples a sua formação, o meio circundante e, ainda, referir assuntos relacionados com necessidades imediatas.

B1
É capaz de compreender as questões principais, temas abordados no trabalho, na escola e nos momentos de lazer entre outros. O falante neste nível já pode criar um discurso simples e coerente sobre assuntos que lhe são familiares ou de interesse pessoal. Pode descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como expor brevemente razões e justificações para uma opinião ou um projeto.

B2
É capaz de compreender as ideias principais em textos complexos incluindo discussões técnicas na sua área de especialidade. É capaz de comunicar com um certo grau de espontaneidade com falantes nativos. É capaz de exprimir-se de modo claro e sobre uma grande variedade de temas.
(Este é o nível mínimo exigido para as aulas na Universidade)


C1
É capaz de compreender um vasto número de textos longos e exigentes, reconhecendo os seus significados implícitos. É capaz de se exprimir de forma fluente e espontânea sem precisar de procurar muito as palavras. É capaz de usar a língua de modo flexível e eficaz para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Pode exprimir-se sobre temas complexos, de forma clara e bem estruturada, manifestando o domínio de mecanismos de organização, de articulação e de coesão do discurso.


C2
É capaz de compreender, sem esforço, praticamente tudo o que ouve ou lê. . É capaz de se exprimir espontaneamente, de modo fluente e com exatidão, sendo capaz de distinguir finas variações de significado em situações complexas.

O teste do OnDaf classifica uma pessoa entre os níveis A2 e C1, por isso existem as classificações "abaixo de A2" e "acima de C1", no próximo post vou falar um pouco mais sobre o teste OnDaf


quarta-feira, 12 de junho de 2013

A trajetória dos Dicionários

Uma das primeiras aquisições de todo estudante é um dicionário. Como minha professora de Alemão dizia nas aulas no Cenex: Tenham o hábito de aprender as palavras com o gênero, em breve vocês vão entender o por que. O por que é tema de um outro assunto no blog, em breve falarei sobre ele.
Nest post citarei alguns dicionários impressos que utilizei, seus prós e contras. (Em breve farei a continuação deste post, comentando sobre aplicativos e dicionários online).

1.Michaelis
Foi meu primeiro dicionário. Ele apresenta duas versões: uma versão mini com aproximadamente 18.000 verbetes e uma mais completa, com 28.000 verbetes. Na época paguei um preço modesto, cerca de 20 reais pela versão maior (lembrando que isso foi em 2008). Hoje seu preço é em torno de 40 reais (pela rápida busca no google).
Vantagens: Pequeno, fácil de carregar e mais barato que os outros dicionários da lista.
Desvantagem: Depois de um certo tempo se torna limitado, quase nunca encontrava o que procurava.

2. Pons
Tive contato com ele durante a época de Coltec, devido a parceria a escola recebeu muitos materiais para estudo de alemão, incluindo muitos exmplares desse dicionário.
Gostava bastante dele, apesar do seu foco ser o Português Europeu. Algumas traduções ficavam estranhas.
Vantagem: Mais completo que o Michaelis
Desvantagem: Preço mais salgado e Português Europeu.



3. Langenscheidts Taschenwörterbuch
"Dicionário de Bolso" que de tão grande só cabia na mochila mesmo. Foi o meu primeiro grande investimento de dicionário, paguei 90 reais chorando e usando o argumento que estava fazendo um investimento para meu aprendizado (momento de reflexão: quantos reais já gastou em sapatos, roupas, shows entre outras coisas? E foi do meu bolso, pois naquela época estava estagiando, é incrível o peso que isso tem: quando você gasta o dinheiro de um mês de esforço, terminando o momento paralelo).
Até hoje não me aventurei em trocar de dicionário, não sei se foi por causa do preço ou por que ele ainda atende minhas necessidades. De modo geral, os produtos da Langenscheidts são muito bons! Utilizo outros produtos até hoje (em breve falarei mais deles aqui)!
Vantagem: Achei o mais completo de todos
Desvantagem: Olha a facada!

Existem muitos outros exemplares, todavia eu nunca os utilizei então não tenho uma opinião concreta a respeito deles. A escolha de um dicionário começa com 3 perguntas iniciais?
1-Até quanto é seu orçamento?
2-Qual o seu conhecimento linguístico na língua em questão?
3-Qual nível pretende atingir?

Para um iniciante, o Michaelis atende bem, é mais em conta. Alemão é uma língua que assusta, lembro da minha turma de Alemão diminuindo aos poucos, até chegar no nível atual a turma ser cancelada por falta de alunos. É preciso motivação e dedicação para continuar os estudos (Digo isso a mim mesma todos os dias, tenho atualmente o nível A2 e há uma longa caminhada até os próximos níveis).


terça-feira, 11 de junho de 2013

Uma paixão inexplicável

Todo sonho tem sua origem, toda história deve ter seu prológo, desta forma dou inicio a minha jornada por terras germânicas. Começo contando o começo de tudo, a raíz dessa paixão estranha.

Diário de Viagem - Capítulo 0 - Origens


Eu tenho uma paixão inexplicável pela Alemanha. Sério. Não sei precisar quando ela começou, mas trabalho em muitas hipóteses. A primeira é que minha paixão surgiu com meu gosto musical: o Heavy Metal. É verdade que a Alemanha tem muitas bandas importantes do gênero e o maior festival de Metal do planeta, mas não sei se somente isso explicaria essa paixão (Se fosse assim morreria de amores pela Inglaterra e pela Suécia, países com muitas bandas que eu adoro).

O fato é que ao meus 15 anos, estudava na escola técnica da UFMG, conhecida também como Coltec. Naquela época decidi aprender uma segunda língua, visto que meu inglês estava encaminhado. A escolha natural seria o Espanhol, mas a doidinha que vos escreve escolheu uma opção bem diferente: o Alemão.O tempo passava, mais me encantava com o idioma, com as músicas e com a cultura: Eu quero aprender alemão, que quero ir para a Alemanha, este é o objetivo de vida para os próximos anos: Estudar na Alemanha!2010, já no terceiro ano, na minha escola é ofertado o alemão como segunda opção de língua estrangeira, nem preciso falar o que eu fiz? Isso tudo se deu a um programa intitulado "Schulen: Partner der zukunft", um programa cujo objetivo principal era estimular alunos de ensino médio de outros países a estudar alemão. Nessa parceria incluía bolsas a alunos do Coltec para a Alemanha, meus olhos brilharam e bati na trave: somente alunos de anos inferiores poderiam participar. Gosto amargo na boca, o de ter a oportunidade na sua frente e jogá-la fora.

2010, ano que torci para outra seleção além da Brasileira, sabia a escalação, o nome dos reservas e de que time jogavam. Não acreditei quando a Espanha marcou aquele gol. Fazia tempo que um jogo não mexia comigo.

E para finalizar: Alemães vieram nos visitar! Outro projeto, o "Deine Stimme in der Welt" consistia em escrever uma música em alemão, dois alemães, Loco Green e Krostädta, vieram até o Coltec explicando o projeto, tocando músicas e no final todos os alunos criaram uma música (Rap em alemão? Ô Loco Green!) Nostalgia total do Coltec - Deinne Stimme.Vivi e alimentei esse sonho da Alemanha até hoje, onde pelo Ciência sem Fronteiras vivo a expectativa da viagem. Falta pouco querida Alemanha! 


Uma paixão

Todo sonho tem sua origem, toda história deve ter seu prológo, desta forma dou inicio a minha jornada por terras germânicas. Começo contando o começo de tudo, a raíz dessa paixão estranha.

Diário de Viagem - Capítulo 0 - Origens


Eu tenho uma paixão inexplicável pela Alemanha. Sério. Não sei precisar quando ela começou, mas trabalho em muitas hipóteses. A primeira é que minha paixão surgiu com meu gosto musical: o Heavy Metal. É verdade que a Alemanha tem muitas bandas importantes do gênero e o maior festival de Metal do planeta, mas não sei se somente isso explicaria essa paixão (Se fosse assim morreria de amores pela Inglaterra e pela Suécia, países com muitas bandas que eu adoro).

O fato é que ao meus 15 anos, estudava na escola técnica da UFMG, conhecida também como Coltec. Naquela época decidi aprender uma segunda língua, visto que meu inglês estava encaminhado. A escolha natural seria o Espanhol, mas a doidinha que vos escreve escolheu uma opção bem diferente: o Alemão.O tempo passava, mais me encantava com o idioma, com as músicas e com a cultura: Eu quero aprender alemão, que quero ir para a Alemanha, este é o objetivo de vida para os próximos anos: Estudar na Alemanha!2010, já no terceiro ano, na minha escola é ofertado o alemão como segunda opção de língua estrangeira, nem preciso falar o que eu fiz? Isso tudo se deu a um programa intitulado "Schulen: Partner der zukunft", um programa cujo objetivo principal era estimular alunos de ensino médio de outros países a estudar alemão. Nessa parceria incluía bolsas a alunos do Coltec para a Alemanha, meus olhos brilharam e bati na trave: somente alunos de anos inferiores poderiam participar. Gosto amargo na boca, o de ter a oportunidade na sua frente e jogá-la fora.

2010, ano que torci para outra seleção além da Brasileira, sabia a escalação, o nome dos reservas e de que time jogavam. Não acreditei quando a Espanha marcou aquele gol. Fazia tempo que um jogo não mexia comigo.

E para finalizar: Alemães vieram nos visitar! Outro projeto, o "Deine Stimme in der Welt" consistia em escrever uma música em alemão, dois alemães, Loco Green e Krostädta, vieram até o Coltec explicando o projeto, tocando músicas e no final todos os alunos criaram uma música (Rap em alemão? Ô Loco Green!) Nostalgia total do Coltec - Deinne Stimme.Vivi e alimentei esse sonho da Alemanha até hoje, onde pelo Ciência sem Fronteiras vivo a expectativa da viagem. Falta pouco querida Alemanha!