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sábado, 7 de dezembro de 2013

Livros Didáticos de Alemão - A saga

Já falei de dicionários, já falei de gramáticas e chegou a hora de falar de livros didáticos. Quem acompanha o blog já sabe da minha sina com o alemão: Eu iniciei o A1 4 vezes e em cada uma dessas oportunidades lidei com diferentes livros. Vou falar de cada um desses 4 que já tive a oportunidade de usar.

Delfin - Hueber


Este livro trabalhei no meu primeiro "curso" de alemão, em 2009. Naquela época fiz 1 semestre e tive que interromper o outro pelo meio do caminho (a louca que vos fala fazia um zilhão de coisas e naquela época, o alemão não era essencial).
Delfin é um livro meio sem noção as vezes. Lembro que após as 4 lições (o que representa o A1.1 segundo a própria autora do livro) já sabia os 6 verbos modais e já conhecia os Trennbares, conteúdos que as vezes são abordados mais a frente.
Delfin já exigia interpretação de texto logo nos primeiros capítulos mas peca no quesito gramática (acho que de modo geral todos os livros da Hueber pecam nesse aspecto). Você tinha um exercício e um quadrinho ao lado com o conteúdo gramatical explicando o que está acontecendo. O problema que o conteúdo fica meio "solto" no livro.
Eu gosto do livro de exercícios, além de no final de cada capítulo aparecer a lista de palavras novas abordadas na lição (no caso dos Substantivos apresenta o gênero e o plural).
Na época eu não gostava do livro, mas hoje recorri ao mesmo (Paguei língua).

Ideen - Hueber


Este livro eu usei por um curto intervalo de tempo e nem pude avaliar a fundo. Foi utilizado em 2010, quando foi ofertado alemão na minha escola de ensino médio. A ideia é ser voltado ao público adolescente.

Studio D - Cornlessen

Este foi o livro do retorno (triunfal?) ao alemão. Utilizei os exemplares do A1 e A2. De todos, considero o melhor livro, foca bastante na comunicação sem ser maçante, tanto é que as escolas de idiomas de alemão na minha cidade o utilizavam. O material extra com filmes e diálogos era excelente (#saudade)

Tangram - Hueber


Não gosto desse livro. Não sei se é por ver um conteúdo pela quarta vez e a ânsia de aprender alemão ara usar na Universidade (neste semestre meu foco é o alemão!) mas eu não gosto.
A parte gramatical,  alguns quadrinhos soltos (que devem ser preenchidos pelo aluno) impossibilitam (em partes) o estudo de forma autodidata. Serio, se as regras estão para ser preenchidas, a possibilidade disso dar errado quando se estuda sozinho é grande. O triste é saber que ele vai me acompanhar até o B1 (#chatiada).

O que estou fazendo neste momento? Um mescla entre minha amada "Kipp und Klar" (que eu decobri que existe um exemplar para B2/C1), o livro de exercícios do Delfin (que tem muitos exercicios) e os exercícios extras que meu professor passa (Sim, expliquei minha situação que já conclui o A2 no Brasil e não gostaria de esquecer tudo que aprendi e um dos professores sempre me passa exercícios diferentes: textos, gramática, exercícios de vocabulário... Um amor!). E na medida do possível tento falar em alemão ao máximo.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Universidade na Alemanha

27/11/13, nesta data meu destino nos proximos meses na Alemanha foi traçado. Fui aceita pela Ruhr Universität Bochum, uma mistura de alegria e frustação. Frustração por ter sido aceita na minha segunda opção e alegria de não ter sido recusada e não ter que repetir o processo de escolha.


O processo de escolha 
No edital da Alemanha, você escolhe 3 universidades, escreve uma carta de apresentação em inglês ou alemão e envia juntamente seu currículo e históricos traduzidos (ambos ou em alemão ou em inglês). As três universidades são ordenadas por ordem de preferência pelo candidato. Depois o DAAD realiza o matching com as universidades. A universidade pode te recusar ou alocar outros candidatos melhor colocados no ranking da universidade (cada universidade recebe a listagem de todos os candidatos daquela vaga e realiza o ranking). Caso nenhuma das três o aceite, o candidato deverá realizar a escolha de mais 3 universidades. Até hoje só vi um caso de um candidato ter de escolher 9 universidades.

Critério de escolha
Cada universidade informa os pré requisitos, no meu caso inglês não era um entrave, pois possuo certificado C1 em inglês. Outros critérios como anos de estudo no Brasil foram limitantes. Vim para cá devendo algumas matérias do 3º e 4º período, o que me fez descartar vagas que exigiam ou recomendavam 3 ou mais anos de estudos na área.
O segundo critério avaliado foi a area de atuação. Pouquíssimas universidades alemãs possuem o curso de Engenharia de Controle e Automação como graduação, na maioria ele é tratado como mestrado. Desta forma tive que me candidatar a vagas de Engenharia Elétrica, tomando o cuidado se existia matérias relacionadas a automação (algumas universidades o curso de Elétrica possui ênfase em outras áreas).
O terceiro critério foi a cidade, não gostaria de ficar em uma cidade muito pequena. Uma questão pessoal mesmo, de ter opções de coisas para fazer em um final de semana, de ficar em um local mais fácil para viajar. Um cidade maior ou próxima a zonas de indústrias, pensando em um estágio concomitante a universidade.

Bochum
Bochum está localizada na região mais populosa da Alemanha, a metrópole Renânia. No passado foi uma importante região mineradora da Alemanha (algo interessante para mim, pretendo trabalhar com Automação de Processos Minerais, setor carro chefe do meu estado de origem). Na região há muitas indústrias e opções de entretenimento. Dortmund é uma das cidades vizinhas, e a mesma não está muito longe da capital do Estado, Düsseldorf.

Ruhr Universität Bochum
É uma universidade com menos de 50 anos de existência, com potencial de crescimento. Ainda é cedo para comentar a respeito, mas as universidades alemãs são famosas pela sua excelência na engenharia.   

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Heimweh

Heimweh é uma palavra alemã, que ao pé da letra quer dizer: "saudades de casa".
Andei sumida com as palavras, é bem verdade. Não sei se foi um círculo vicioso de ócio que não pude me desprender ou o tempo necessário de digestão das coisas que levaram a inspiração e vontade para bem longe, diga-se a (des)arte de procrastinar.

São apenas 3 meses longe de casa, mas que já foram suficientes para mostrar a superficialidade na qual enxergava muitas coisas. Como a própria Física já dizia, tudo é uma questão de referencial, e no meu caso foi necessário mudar-me quilômetros de distância para de fato ver as coisas sob um novo ângulo. 

A visão mais gritante é no que diz Família. Coisas simples como uma refeição juntos, hoje são enxergadas como momentos valorosos. Por sorte, cresci em uma família onde sempre existiu diálogo: desde aos conselhos passados de meus avós; aos assuntos de Política, Ciência, Engenharia e Filosofia em longas noites com meu Pai e a minha mãe que desde cedo esteve no meu pé, que sabia pela minha face o que se passava na minha cabeça. Talvez seja por isso que eu fale e escreva demais, passei a minha vida inteira a dialogar e aprender a arte das palavras. Não, hoje não é dia de discutir o poder das palavras, hoje quero dizer algo que esta travado, o falar dos gestos e o silêncio velado.

Aos bons amigos que partilhei sonhos, que soltei minha risada estranha e que percebo que mesmo longe, estamos conectados: Jamais esquecerei cada um de vocês!

Domingo, um dia complicado. Sinto saudades dos meus tempos de acólita, de conhecer e conversar com as pessoas de minha paróquia, mas muito além disso sinto falta dos almoços de Família. Hoje dói saber que negligenciei muito desses momentos. Mas me sinto feliz de descobrir isso a tempo suficiente para dizer a todos o quanto eu amo minha família e como eu posso contribuir para que estes momentos se tornem melhores. 

O doce só se torna doce a partir do momento que você conheceu sabor do amargo. É o contraste que te faz diferenciar A de B, que te permite experimentar novos sabores e associa-los. A saudade está para mostrar o que de fato é essencial e importante na sua vida. O dia que o foco do essencial muda, que você desprende-se da superficialidade, este é o dia que você deixa de ter um amor vazio e começa a entender uma extensão muito mais complexa da vida.

Não estou triste, estou focada no meu objetivo que me alimenta dia a dia, entretanto hoje posso dizer com propriedade: como valorizo bons momentos. E como passarei a vivê-los com mais cuidado, pois são efêmeros e quando menos perceber já se findaram.





terça-feira, 10 de setembro de 2013

1º Parada: Nova Casa - Bad Vilbel

Eu jurava que se tratava do nome do bairro em Frankfurt que eu moraria, mas na realidade Bad Vilbel é uma cidade satélite de Frankfurt, a cerca de 8 km de distância do centro.
A cidade é uma fofura, tem muitas construções no "estilo alemão",  básico tenho a disposição: mercado, farmácia, papelaria, correio, banco, lojas de roupas e número elevado de pizzarias, Kebap Haus e sorveterias.
Bad Vilbel no passado foi um vila do Império Romano, o que justifica o mosaico de Poseidon.






sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dativ? Akkusativ? Was ist das? (Parte I)

Confesso que a primeira vez que lidei com Dativo e Acusativo tive um nó na minha cabeça. O que raios é isso? Até hoje tenho alguns problemas com ele (alemão é a primeira língua que estudo que possui esses casos).
O que vou escrever aqui são ideias e dicas que me ajudaram a compreender o conteúdo, as sabichões (vulgo trolls) caso leiam algo que seja absurdo, comentem de forma inteligente que eu concerto :)

O nominativo é tranquilo. Nominativo lembra nome, e nome da análise sintática do Português é conhecido na frase como Substantivo. Tudo aquilo estiver relacionado ao nome é um caso nominativo. Um exemplo de verbo que pede nominativo é o sein (ser). Lembrando das aulinhas de Português lá do Ensino Fundamental (Meu ensino médio foi em uma escola técnica, então com pouco conteúdo de gramática), o verbo ser também funciona como "verbo de ligação", neste caso ele não tem força sintática, apenas uni dois pedaços da frase em uma só.

Nominativo
Na frase: Das Mädchen ist jung.
O verbo ist funciona de forma similar ao nosso verbo de ligação.
Mädchen é uma palavra neutra e neste caso está no nominativo, portanto aparece o Das na frente.

Até ai tudo lindo, parecido com Português! E o que você aprende a seguir? Acusativo.

Acusativo
Ich habe eine Blume.
Neste momento você faz a falsa associação ao Português: ah! Acusativo é o objeto direto! Ficou fácil agora. Neste momento seu professor te ensina verbos cuja regência pede acusativo, como: haben, möchten, bestellen, nehmen, trinken, essen, brauchen, finden, suchen e kaufen.
O problema que até aprender o dativo (e alguns casos as Wechselpräpositionen) você se dá conta que essa associação não funciona.

Relembrando a definição de Objeto Direto x Objeto Indireto
Em nossa língua, a definição de um objeto direto está no fato que o mesmo se "liga" ao verbo sem necessitar de uma preposição ao passo que o objeto indireto necessita. Esta é a definição mais simples, e pela regência  verbal (verbo intransitivo, verbo transitivo direto e verbo transitivo indireto) você é capaz de determinar o tipo de complemento que o verbo necessita.
O problema de associar acusativo ao nosso objeto direto e dativo ao nosso objeto indireto é que nem sempre isso funciona. Você tem o caso acusativo utilizando preposição (algo que será abordado na segunda parte deste post) e nem sempre a nossa regência "bate".

Dativo
Ich gibe meniner Mutter eine Blume.
Nesta frase, meiner Mutter é o dativo e eine Blume o acusativo. Mas agora você se pergunta: Fernanda do céu, você mesma falou para não pensar como os objetos do Português, o que eu faço agora? Bom, eu tenho uma definição (feinha) para cada um dos casos:
         -Dativo é a consequência da ação do verbo, o que sofre ou recebe o que a ação do verbo representa. Também pode simbolizar "estático", "parado".
         -Acusativo é o agente pelo qual essa ação é transmitida ou passada. O objeto pelo qual a consequência do verbo se concretiza.
Vamos ler o exemplo anterior, quem que "recebe"? O objeto dativo, meiner Mutter. Quem é o objeto  "entregue"? O objeto acusativo, eine Blumen.
No final das contas, a dica é tentar aprender a regência, associar ao português pode ajudar no primeiro momento, mas lembre que não são coisas idênticas, então nem sempre dá certo.

Verbos que pedem apenas dativo: antworten, begegen, danken, fehlen, folgen, gefallen, glauben, helfen, schaden, schmecken e wiedersprechen.

Verbos com duplo objeto: stellen, bringen, sagen, schenken, schreiben, senden, nehmen.

Espero que deste modo tenho tirado algumas dúvidas!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

1 mês - 5 primeiras impressões!

"E num piscar de olhos toda a sua vida muda, de um sonho que não posso acordar, de uma nova realidade que parece tão real como se meu passado tivesse sido apagado, como se sempre vivesse aqui"


1 mês na Alemanha! Passou rápido mas ainda tenho muito tempo aqui. Este post é um resumo das impressões que eu tive aqui.

1- Trânsito: Assim como na Inglaterra, o sistema de transporte público é eficiente. A única vez que eu peguei o metrô de Frankfurt cheio foi após o jogo Eintrach Frankfurt x Bayern München, creio que foi apenas um pico de muitas pessoas saindo do estádio ao mesmo tempo e lotando a Estação Central.

2- Assim como nós brasileiros, eles também gostam de futebol. Nesse dia do jogo via um desfile de camisas de ambos os times na cidade, e o melhor: cada um com a camisa do seu time, numa boa. Havia alguns exaltados, cantando o hino do seu time e bêbados mas nada além disso.

3- Burocracia aqui também existe. Tudo é registrado no papel.

4-Até o momento alemães foram bem simpáticos. Em algumas conversas casuais percebi que ao pronunciar alguma palavra errado eles repetiam ou utilizavam a mesma palavra em uma frase. Uma forma sutil de dizer: "olha, eu te entendi mas você falou errado. Repete comigo que eu te ensino como é".

5- Em um mês fui do calor derretendo ao vento gelado típico de Belo Horizonte em agosto. O tempo aqui é meio bipolar: pode estar encoberto e de repente o sol aparece. O contrário também é comum: "Nossa que dia lindo, nem vou levar meu guarda-chuva!" E então volta o cão arrependido, molhado!


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ja!

Ja! Se você é intercambista do csf na Alemanha e faz suas compras no Rewe você já ouviu falar dele. O ja! é a marca do supermercado com preços mais em conta (para a nossa alegria)! Ela tem de tudo: queijo, pão, arroz, macarrão, leite, sabão e pasme até pilha!

Uma preocupação antes de vir sempre foi o quesito comida. Perguntas do tipo: o que é que tem lá? o que não tem? Como vou me virar? Hoje estou bem mais tranquila. Não estou morrendo de fome aqui, apesar de alguns itens comuns na culinária brasileira não serem facilmente encontrados (oi feijão!) ou serem absurdamente caros (oi carne de boi!). De resto, é possível se alimentar bem por essas bandas. Carne de boi é realmente mais cara aqui, mas se vontade apertar uma vez ou outra não faz mal. Feijão é uma coisa que eu custei a encontrar (mas não encontrei panela de pressão, então já viu).
As coisas tendem a ser menos doces, fiz uma gelatina de cereja que não tinha doce algum (desceu forçada na garganta, aprendi a lição coloca um pouco de açúcar que fica melhor).
Sim, como uma boa mineira morro de vontade de comer um pão de queijo (que só falta o queijo por que polvilho veio comigo). A pegadinha clássica é o "Kondesmilch", não é leite condensado! Isso é uma espécie de creme que se coloca no café (só para ficar com cara do nosso café com leite). O nosso leite consensado é conhecido aqui como "Mädchen Milch", ou simplesmente "Leite Moça". Não encontrei no rewe da minha cidade, só achei na vizinha, Frankfurt.
Abaixo uma foto da minha "dispensa". Percebe-se Ja para tudo quanto é lado!

E a foto da minha geladeira (Sim, tenho uma geladeira pequena no quarto!)

Minha rotina nos ultimos anos consistia em almoçar fora (trabalhar + faculdade deixava qualquer um louco) então raramente cozinhava. Por sorte tinha noção de como fazer determinadas coisas, mas aqui os alimentos não são exatamente como no Brasil. Errei a mão no arroz do primeiro dia, frutas se perdem mais rápido mas com o tempo você se acostuma. 
Vai bater saudade daquele churrasco, mas aqui tem coisas deliciosas também. Duas delicias famosas são a cerveja e o salsichão. Não deixe de provar os pratos típicos de qualquer lugar que você for, você pode ser surpreender!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ich lerne Deutsch

Minha história com o alemão é antiga, comecei no segundo semestre de 2008 a fazer um curso semestral de alemão. Naquele período estudei por um ano o livro Delfin, o que equivale ao nível A1. Por motivos de força maior tive que interromper os estudos na língua, retomando apenas em 2011.
Neste intervalo na minha escola de ensino médio foi ofertado alemão como segunda língua estrangeira, através de um programa, o "Schulen: Partner der Zukunft" (já mencionado no blog). Então sempre mantive o contato mínimo com a língua.
Em 2011, já na faculdade recomecei o curso, desta vez utilizando o livro Studio D já visando programas de intercâmbio (naquela época o ciência sem fronteiras ainda nem existia). Cursei 5 semestres, o equivalente aos níveis A1 e A2. Cheguei com uma bagagem boa aqui.

Did - Estudar na Alemanha

A primeira frustração ao chegar no curso de Alemão foi a ausência de um nivelamento. Sei que a grande maioria dos alunos são reoptantes de Portugal/Espanha, o que permite inferir que não falam alemão. Mas e o caso dos alunos da repescagem? No edital corrente o nível exigido era o A2, deste modo alunos de nível A1 e sem certificado foram repescados. Este foi um ponto falho e que me prejudicou de uma certa forma. Mas não vou reclamar, ganhei a bolsa e tenho um objetivo: construir uma boa base de alemão para aproveitar melhor a universidade. Este é o foco.
Estudar na Alemanha é bem diferente de estudar no Brasil, a diferença já começa no número de aulas: são 32 horas semanais contra as 3 horas que fazia. Isso sem falar no grau de exposição da língua: no mercado, ao ligar a televisão, ao ver um filme... Neste quesito não há o que comparar!
Como retornei ao principio, pela quarta vez, tento estudar os conteúdos que aprendi no Brasil, para que não caiam em desuso e se percam e deste modo vou progredindo (ou não?).

A ficha que custa a cair
Já são três semanas e eu ainda não percebo a importância dessa experiência, acho que sofro de alguma especie de delay, pois a ficha custa a cair. Acabei criando uma rotina na minha moradia que parece como seu eu sempre estivesse aqui. Estranho, não?



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

2º Parada: Frankfurt an Main

   Inicialmente gostaria que cidade escolhida para o curso de Alemão fosse Munique, uma cidade que eu me deslumbro aqui na Alemanha. Frankfurt era uma cidade que não me despertava tanta vontade mas hoje vejo que ela tem seu charme e energia própria. Ao contrário de que muitos pensam, Frankfurt am Main não é a capital do estado, Hessen. A capital é Wiesbaden, sendo Frankfurt o centro econômico financeiro da Alemanha. Devido a guerra, existem poucas construções históricas na cidade, ela foi praticamente reconstruída com um toque moderno.
As  fotos a seguir representam uma construção conhecida como "Römmer", reconstruida no pós guerra e uma das poucas construções antigas na cidade.



O rio main





sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Uma pausa antes da Tempestade - Vamos voar!

É verdade, estou a um bom tempo sem escrever nada, mas Julho foi tão corrido. Final de semestre, a ansiedade da viagem e um turbilhão de dúvidas me deixaram sem inspiração e sem tempo. Agora tenho que tirar todo o atraso, já que tenho muitas coisas a falar.
A primeira delas é a respeito do voo, ao lonigo dos dias postagens sobre a hospedagem, a escola, a cidade que moro, as cidades que visitei vão saindo com calma. 

O voo
Sai de "Beozonte" sábado, 3 de Agosto, pela manhã. Aquela choradeira típica não aconteceu, acho que sofro de um "delay" muito grande, a minha ficha sempre custa a cair: vai ficar um ano e 7 meses fora de casa e não teme? não chora? não descabela? Não sei se é esse meu atraso mental ou o fato desta não ser a primeira vez que eu digo "Auf Wiedersehen" ou se a Alemanha é um sonho antigo que persegue.Fato é: não chorei no aeroporto. Peguei uma conexão até Guarulhos, onde fiquei de molho por 10 horas.
A espera podia parecer torturante a um primeiro momento, mas ao encontrar outros bolsistas no csf esperando o mesmo voo que você, que partilham dos mesmos anseios e medos te faz ficar mais calma. É complicado descrever. Uma pessoa que passa pela mesma situação ou similar que você tende a ser muito mais compreensiva.
Foram longas 11 horas de voo, escolhi um lugar na janela pois queria dormir o voo todo (tolinha, isso é impossível). Revezava leitura do livro "Anjos da Morte" (que me fazia lembrar demais de uma amiga que deixei em BH), música, cochilos e conversa com a passageira do lado. Ela era italiana e fazia parte de um grupo que estava na Jornada Mundial da Juventude e retornaria à Roma, como ela não falava inglês muito bem a conversa foi uma mistura de Português, Italiano,  Espanhol e mímica. Conclusão: quando a boa vontade, é possível estabelecer um dialogo simples.

Terras Germânicas
Após a aterrizagem, o grupo do csf se reuniu para encarar a imigração juntos. Isso era algo que eu temia e que no fundo foi muito tranquilo. Não me perguntaram nada! Olharam a carta da Capes e carimbaramo passaporte. (Da vez que fui para Inglaterra, lembro que me perguntaram o que eu faria, quanto tempo, porque e onde).
Após a imigração, cada um pega a sua mala e seguimos ao ponto de encontro. A parte que eu morro de medo enfim chegou! (Sim, eu detesto voar)
Abaixo esta a foto do grupo de brasileiros (ou pelo menos parte) do grupo de brasileiros que ficarão em Frankfurt an Main. (Favor, desconsiderar a bandeira horrorosa que colocaram ao lado da bandeira nacional).



terça-feira, 13 de agosto de 2013

3º Parada: Heildelberg

Primeira semana, começo de agosto aqui estava muito quente. Adaptando a nova vida e ainda anestesiada com a mudança e não tendo dimensão do que ela significaria.
Heildelberg foi a primeira cidade alemã que visitei e por este motivo teve um olhar diferenciado: Um olhar ansioso pelo novo e deslumbrado, um olhar que não conseguia acreditar no que estava vendo.

Um pouco sobre a cidade: Pertence ao estado de Baden-Württemberg, ao sul da Alemanha e tem aproximadamente 150 mil habitantes. Ela é famosa pela sua universidade, a mais antiga da Alemanha, por ter sido um centro do Protestanismo, onde Lutero permaneceu. 












quinta-feira, 20 de junho de 2013

Gramáticas pra que te quero!

Assim como fiz com os dicionários, vou citar as gramáticas que utilizei no começo. Existem outras, mas vou falar das que eu estudei (Lembrando que eu sou nível A2, então ainda não utilizei gramáticas mais avançadas).

A primeira gramática que utilizei foi "Gramática Essencial do Alemão".
Vantagens:
1- Era fácil de encontrar na biblioteca da universidade, sempre havia exemplares disponíveis o que me permitia renovar o empréstimo.
2- As explicações eram em Português.
Desvantagens:
1- Achava um pouco desorganizada, por que em um capítulo sobre verbos, ela já mostrava todas as conjugações de um verbo. Normalmente ao aprender uma língua, você vai aprendendo um tempo verbal por vez, senão vira bagunça.
2- Não sei quanto ela custa, afinal sempre pegava na biblioteca nos primeiros semestres de curso.

A gramática que atualmente uso é a "Kipp und Klar", foi uma recomendação da minha primeira professora de Alemão.
Vantagens:
1- Contempla até o nível B1
2- Achei o material bem organizado, os conteúdos estão diluídos em vários capítulos. Sua estrutura é uma página com a explicação gramatical e a outra página com exercícios (no final ainda há gabarito).
Desvantagens
1- Para quem está no começo o fato dela ser escrita totalmente em alemão pode ser complicado. Para quem já tem um certo contato com a língua, pode servir de estímulo ao estudo.
2 - Preço. Seu preço é um tanto salgado. Quando comprei era algo em torno de 80 reais, acredito que hoje deve ser mais caro. 


terça-feira, 18 de junho de 2013

Csf: O começo da Saga


Maio de 2012, auditório da FACE na UFMG, em trono das 18h. Naquela época já trabalhava e vim o mais rápido que pude, pois terminaria as 19h. Lá estavam representantes de universidades alemãs e representantes do DAAD. Pela primeira vez pude tirar todas as minhas dúvidas iniciais a respeito do Csf e ficar deslumbrada com as oportunidades que isso me traria.

Por ironia do destino encontrei um grande amigo que também nutria esse mesmo sonho.Eu me deslumbrei com a TUM e ele com a FAU (onde ele atualmente estuda). O fato é: naquela época a UFMG era muito rigorosa na homologação dos candidatos, eu já seria carta fora do baralho e nem me inscrevi para ir em Jan/2013, aguardei a outra etapa do edital 118: a que iria em Jul/2013.

Esperei o próximo período de inscrição, nov/12. Nesse meio tempo, o critério da UFMG para homologação mudou: uma esperança surgiu! Só preciso do certificado...

O certificado que quebrou minhas pernas: Viajando a trabalho perdi a inscrição do OnDaf e fiz outro, o Start 2. Pena que não me avisaram que ele demoraria muito para ficar pronto. Perdi o prazo de entrega do certificado e sabia que estaria fora por isso, dizia a mim mesma "no próximo vai, você terá tudo em mãos!"

O resto da história o pessoal da repescagem/reopção já conhece: Um email perguntando se estaria de acordo em fazer um curso intensivo de 6 meses, "sim, claro ou com certeza?" A chama reascendeu, assim como uma nova expectativa por mais emails. Foram meses dificeis, não tinha cabeça para mais nada, cada semana era uma espera por respostas.

E a resposta veio finalmente: Estarei estudando alemão no DID - Institut em Frankfurt! O sonho que nunca acaba veio até mim, o gosto de nunca perder a fé e ir até o final: e não morrer na praia! Assim termina a saga do edital 118 e começa uma nova etapa para mim. Passagens compradas? Sim Senhor!

(F5 é o botão do teclado que não funciona)



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas

No meu edital pedia nível mínimo A2, o edital atual pede nível mínimo A1, afinal de contas o que isso quer dizer? O que caracteriza um nível? É sobre esse assunto que vou falar hoje.
A primeira vez que eu ouvi falar dessa classificação eu nem sonhava com Alemanha, ainda dava meus passos no Inglês. Em um determinado momento da aula ela explanou de forma breve o que cada nível significava, e qual seria uma equivalência entre básico, intermediário e avançado, as classificações mais comuns aqui. A grosso modo, ela falou que o A1 seria o iniciante, o A2 equivale ao nosso básico, o B1 um intermediário, B2 avançado, C1 seria o Proficiente e C2 aquele falante com o domínio pleno na língua. Naquele momento eu pensei: é capaz de nem em Português eu ser C2!

A verdade é que existem diretrizes que classificam os níveis, determinados conhecimentos gramáticas e de vocabulário são esperados que o falante tenha em cada um dos níveis, como vocês podem ler abaixo:

A1
Neste nível o falante é capaz de utilizar expressões quotidianas. Já é capaz de fazer perguntas sobre o local onde vive, onde mora entre outras. É capaz de estabelecer diálogos simples, desde que o interlocutor fale de forma pausada e clara.


A2
No A2 o falante é capaz de comunicar a respeito de informações pessoais, sobre família, pedir informações de localização e compras. Pode descrever de modo simples a sua formação, o meio circundante e, ainda, referir assuntos relacionados com necessidades imediatas.

B1
É capaz de compreender as questões principais, temas abordados no trabalho, na escola e nos momentos de lazer entre outros. O falante neste nível já pode criar um discurso simples e coerente sobre assuntos que lhe são familiares ou de interesse pessoal. Pode descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como expor brevemente razões e justificações para uma opinião ou um projeto.

B2
É capaz de compreender as ideias principais em textos complexos incluindo discussões técnicas na sua área de especialidade. É capaz de comunicar com um certo grau de espontaneidade com falantes nativos. É capaz de exprimir-se de modo claro e sobre uma grande variedade de temas.
(Este é o nível mínimo exigido para as aulas na Universidade)


C1
É capaz de compreender um vasto número de textos longos e exigentes, reconhecendo os seus significados implícitos. É capaz de se exprimir de forma fluente e espontânea sem precisar de procurar muito as palavras. É capaz de usar a língua de modo flexível e eficaz para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Pode exprimir-se sobre temas complexos, de forma clara e bem estruturada, manifestando o domínio de mecanismos de organização, de articulação e de coesão do discurso.


C2
É capaz de compreender, sem esforço, praticamente tudo o que ouve ou lê. . É capaz de se exprimir espontaneamente, de modo fluente e com exatidão, sendo capaz de distinguir finas variações de significado em situações complexas.

O teste do OnDaf classifica uma pessoa entre os níveis A2 e C1, por isso existem as classificações "abaixo de A2" e "acima de C1", no próximo post vou falar um pouco mais sobre o teste OnDaf

Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas

No meu edital pedia nível mínimo A2, o edital atual pede nível mínimo A1, afinal de contas o que isso quer dizer? O que caracteriza um nível? É sobre esse assunto que vou falar hoje.
A primeira vez que eu ouvi falar dessa classificação eu nem sonhava com Alemanha, ainda dava meus passos no Inglês. Em um determinado momento da aula ela explanou de forma breve o que cada nível significava, e qual seria uma equivalência entre básico, intermediário e avançado, as classificações mais comuns aqui. A grosso modo, ela falou que o A1 seria o iniciante, o A2 equivale ao nosso básico, o B1 um intermediário, B2 avançado, C1 seria o Proficiente e C2 aquele falante com o domínio pleno na língua. Naquele momento eu pensei: é capaz de nem em Português eu ser C2!

A verdade é que existem diretrizes que classificam os níveis, determinados conhecimentos gramáticas e de vocabulário são esperados que o falante tenha em cada um dos níveis, como vocês podem ler abaixo:

A1
Neste nível o falante é capaz de utilizar expressões quotidianas. Já é capaz de fazer perguntas sobre o local onde vive, onde mora entre outras. É capaz de estabelecer diálogos simples, desde que o interlocutor fale de forma pausada e clara.


A2
No A2 o falante é capaz de comunicar a respeito de informações pessoais, sobre família, pedir informações de localização e compras. Pode descrever de modo simples a sua formação, o meio circundante e, ainda, referir assuntos relacionados com necessidades imediatas.

B1
É capaz de compreender as questões principais, temas abordados no trabalho, na escola e nos momentos de lazer entre outros. O falante neste nível já pode criar um discurso simples e coerente sobre assuntos que lhe são familiares ou de interesse pessoal. Pode descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como expor brevemente razões e justificações para uma opinião ou um projeto.

B2
É capaz de compreender as ideias principais em textos complexos incluindo discussões técnicas na sua área de especialidade. É capaz de comunicar com um certo grau de espontaneidade com falantes nativos. É capaz de exprimir-se de modo claro e sobre uma grande variedade de temas.
(Este é o nível mínimo exigido para as aulas na Universidade)


C1
É capaz de compreender um vasto número de textos longos e exigentes, reconhecendo os seus significados implícitos. É capaz de se exprimir de forma fluente e espontânea sem precisar de procurar muito as palavras. É capaz de usar a língua de modo flexível e eficaz para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Pode exprimir-se sobre temas complexos, de forma clara e bem estruturada, manifestando o domínio de mecanismos de organização, de articulação e de coesão do discurso.


C2
É capaz de compreender, sem esforço, praticamente tudo o que ouve ou lê. . É capaz de se exprimir espontaneamente, de modo fluente e com exatidão, sendo capaz de distinguir finas variações de significado em situações complexas.

O teste do OnDaf classifica uma pessoa entre os níveis A2 e C1, por isso existem as classificações "abaixo de A2" e "acima de C1", no próximo post vou falar um pouco mais sobre o teste OnDaf


quarta-feira, 12 de junho de 2013

A trajetória dos Dicionários

Uma das primeiras aquisições de todo estudante é um dicionário. Como minha professora de Alemão dizia nas aulas no Cenex: Tenham o hábito de aprender as palavras com o gênero, em breve vocês vão entender o por que. O por que é tema de um outro assunto no blog, em breve falarei sobre ele.
Nest post citarei alguns dicionários impressos que utilizei, seus prós e contras. (Em breve farei a continuação deste post, comentando sobre aplicativos e dicionários online).

1.Michaelis
Foi meu primeiro dicionário. Ele apresenta duas versões: uma versão mini com aproximadamente 18.000 verbetes e uma mais completa, com 28.000 verbetes. Na época paguei um preço modesto, cerca de 20 reais pela versão maior (lembrando que isso foi em 2008). Hoje seu preço é em torno de 40 reais (pela rápida busca no google).
Vantagens: Pequeno, fácil de carregar e mais barato que os outros dicionários da lista.
Desvantagem: Depois de um certo tempo se torna limitado, quase nunca encontrava o que procurava.

2. Pons
Tive contato com ele durante a época de Coltec, devido a parceria a escola recebeu muitos materiais para estudo de alemão, incluindo muitos exmplares desse dicionário.
Gostava bastante dele, apesar do seu foco ser o Português Europeu. Algumas traduções ficavam estranhas.
Vantagem: Mais completo que o Michaelis
Desvantagem: Preço mais salgado e Português Europeu.



3. Langenscheidts Taschenwörterbuch
"Dicionário de Bolso" que de tão grande só cabia na mochila mesmo. Foi o meu primeiro grande investimento de dicionário, paguei 90 reais chorando e usando o argumento que estava fazendo um investimento para meu aprendizado (momento de reflexão: quantos reais já gastou em sapatos, roupas, shows entre outras coisas? E foi do meu bolso, pois naquela época estava estagiando, é incrível o peso que isso tem: quando você gasta o dinheiro de um mês de esforço, terminando o momento paralelo).
Até hoje não me aventurei em trocar de dicionário, não sei se foi por causa do preço ou por que ele ainda atende minhas necessidades. De modo geral, os produtos da Langenscheidts são muito bons! Utilizo outros produtos até hoje (em breve falarei mais deles aqui)!
Vantagem: Achei o mais completo de todos
Desvantagem: Olha a facada!

Existem muitos outros exemplares, todavia eu nunca os utilizei então não tenho uma opinião concreta a respeito deles. A escolha de um dicionário começa com 3 perguntas iniciais?
1-Até quanto é seu orçamento?
2-Qual o seu conhecimento linguístico na língua em questão?
3-Qual nível pretende atingir?

Para um iniciante, o Michaelis atende bem, é mais em conta. Alemão é uma língua que assusta, lembro da minha turma de Alemão diminuindo aos poucos, até chegar no nível atual a turma ser cancelada por falta de alunos. É preciso motivação e dedicação para continuar os estudos (Digo isso a mim mesma todos os dias, tenho atualmente o nível A2 e há uma longa caminhada até os próximos níveis).


terça-feira, 11 de junho de 2013

Uma paixão inexplicável

Todo sonho tem sua origem, toda história deve ter seu prológo, desta forma dou inicio a minha jornada por terras germânicas. Começo contando o começo de tudo, a raíz dessa paixão estranha.

Diário de Viagem - Capítulo 0 - Origens


Eu tenho uma paixão inexplicável pela Alemanha. Sério. Não sei precisar quando ela começou, mas trabalho em muitas hipóteses. A primeira é que minha paixão surgiu com meu gosto musical: o Heavy Metal. É verdade que a Alemanha tem muitas bandas importantes do gênero e o maior festival de Metal do planeta, mas não sei se somente isso explicaria essa paixão (Se fosse assim morreria de amores pela Inglaterra e pela Suécia, países com muitas bandas que eu adoro).

O fato é que ao meus 15 anos, estudava na escola técnica da UFMG, conhecida também como Coltec. Naquela época decidi aprender uma segunda língua, visto que meu inglês estava encaminhado. A escolha natural seria o Espanhol, mas a doidinha que vos escreve escolheu uma opção bem diferente: o Alemão.O tempo passava, mais me encantava com o idioma, com as músicas e com a cultura: Eu quero aprender alemão, que quero ir para a Alemanha, este é o objetivo de vida para os próximos anos: Estudar na Alemanha!2010, já no terceiro ano, na minha escola é ofertado o alemão como segunda opção de língua estrangeira, nem preciso falar o que eu fiz? Isso tudo se deu a um programa intitulado "Schulen: Partner der zukunft", um programa cujo objetivo principal era estimular alunos de ensino médio de outros países a estudar alemão. Nessa parceria incluía bolsas a alunos do Coltec para a Alemanha, meus olhos brilharam e bati na trave: somente alunos de anos inferiores poderiam participar. Gosto amargo na boca, o de ter a oportunidade na sua frente e jogá-la fora.

2010, ano que torci para outra seleção além da Brasileira, sabia a escalação, o nome dos reservas e de que time jogavam. Não acreditei quando a Espanha marcou aquele gol. Fazia tempo que um jogo não mexia comigo.

E para finalizar: Alemães vieram nos visitar! Outro projeto, o "Deine Stimme in der Welt" consistia em escrever uma música em alemão, dois alemães, Loco Green e Krostädta, vieram até o Coltec explicando o projeto, tocando músicas e no final todos os alunos criaram uma música (Rap em alemão? Ô Loco Green!) Nostalgia total do Coltec - Deinne Stimme.Vivi e alimentei esse sonho da Alemanha até hoje, onde pelo Ciência sem Fronteiras vivo a expectativa da viagem. Falta pouco querida Alemanha! 


Uma paixão

Todo sonho tem sua origem, toda história deve ter seu prológo, desta forma dou inicio a minha jornada por terras germânicas. Começo contando o começo de tudo, a raíz dessa paixão estranha.

Diário de Viagem - Capítulo 0 - Origens


Eu tenho uma paixão inexplicável pela Alemanha. Sério. Não sei precisar quando ela começou, mas trabalho em muitas hipóteses. A primeira é que minha paixão surgiu com meu gosto musical: o Heavy Metal. É verdade que a Alemanha tem muitas bandas importantes do gênero e o maior festival de Metal do planeta, mas não sei se somente isso explicaria essa paixão (Se fosse assim morreria de amores pela Inglaterra e pela Suécia, países com muitas bandas que eu adoro).

O fato é que ao meus 15 anos, estudava na escola técnica da UFMG, conhecida também como Coltec. Naquela época decidi aprender uma segunda língua, visto que meu inglês estava encaminhado. A escolha natural seria o Espanhol, mas a doidinha que vos escreve escolheu uma opção bem diferente: o Alemão.O tempo passava, mais me encantava com o idioma, com as músicas e com a cultura: Eu quero aprender alemão, que quero ir para a Alemanha, este é o objetivo de vida para os próximos anos: Estudar na Alemanha!2010, já no terceiro ano, na minha escola é ofertado o alemão como segunda opção de língua estrangeira, nem preciso falar o que eu fiz? Isso tudo se deu a um programa intitulado "Schulen: Partner der zukunft", um programa cujo objetivo principal era estimular alunos de ensino médio de outros países a estudar alemão. Nessa parceria incluía bolsas a alunos do Coltec para a Alemanha, meus olhos brilharam e bati na trave: somente alunos de anos inferiores poderiam participar. Gosto amargo na boca, o de ter a oportunidade na sua frente e jogá-la fora.

2010, ano que torci para outra seleção além da Brasileira, sabia a escalação, o nome dos reservas e de que time jogavam. Não acreditei quando a Espanha marcou aquele gol. Fazia tempo que um jogo não mexia comigo.

E para finalizar: Alemães vieram nos visitar! Outro projeto, o "Deine Stimme in der Welt" consistia em escrever uma música em alemão, dois alemães, Loco Green e Krostädta, vieram até o Coltec explicando o projeto, tocando músicas e no final todos os alunos criaram uma música (Rap em alemão? Ô Loco Green!) Nostalgia total do Coltec - Deinne Stimme.Vivi e alimentei esse sonho da Alemanha até hoje, onde pelo Ciência sem Fronteiras vivo a expectativa da viagem. Falta pouco querida Alemanha!