Alemão

Informações sobre a Língua Alemã

Curiosidades

Curiosidades a respeito da Cultura, dos Habitantes e do Sistema Educacional Alemão

Desventuras em Série

Diário de Viagem

Nostalgia

Aquele momento que bate a saudade de Terras Tupiniquins

sábado, 7 de dezembro de 2013

Livros Didáticos de Alemão - A saga

Já falei de dicionários, já falei de gramáticas e chegou a hora de falar de livros didáticos. Quem acompanha o blog já sabe da minha sina com o alemão: Eu iniciei o A1 4 vezes e em cada uma dessas oportunidades lidei com diferentes livros. Vou falar de cada um desses 4 que já tive a oportunidade de usar.

Delfin - Hueber


Este livro trabalhei no meu primeiro "curso" de alemão, em 2009. Naquela época fiz 1 semestre e tive que interromper o outro pelo meio do caminho (a louca que vos fala fazia um zilhão de coisas e naquela época, o alemão não era essencial).
Delfin é um livro meio sem noção as vezes. Lembro que após as 4 lições (o que representa o A1.1 segundo a própria autora do livro) já sabia os 6 verbos modais e já conhecia os Trennbares, conteúdos que as vezes são abordados mais a frente.
Delfin já exigia interpretação de texto logo nos primeiros capítulos mas peca no quesito gramática (acho que de modo geral todos os livros da Hueber pecam nesse aspecto). Você tinha um exercício e um quadrinho ao lado com o conteúdo gramatical explicando o que está acontecendo. O problema que o conteúdo fica meio "solto" no livro.
Eu gosto do livro de exercícios, além de no final de cada capítulo aparecer a lista de palavras novas abordadas na lição (no caso dos Substantivos apresenta o gênero e o plural).
Na época eu não gostava do livro, mas hoje recorri ao mesmo (Paguei língua).

Ideen - Hueber


Este livro eu usei por um curto intervalo de tempo e nem pude avaliar a fundo. Foi utilizado em 2010, quando foi ofertado alemão na minha escola de ensino médio. A ideia é ser voltado ao público adolescente.

Studio D - Cornlessen

Este foi o livro do retorno (triunfal?) ao alemão. Utilizei os exemplares do A1 e A2. De todos, considero o melhor livro, foca bastante na comunicação sem ser maçante, tanto é que as escolas de idiomas de alemão na minha cidade o utilizavam. O material extra com filmes e diálogos era excelente (#saudade)

Tangram - Hueber


Não gosto desse livro. Não sei se é por ver um conteúdo pela quarta vez e a ânsia de aprender alemão ara usar na Universidade (neste semestre meu foco é o alemão!) mas eu não gosto.
A parte gramatical,  alguns quadrinhos soltos (que devem ser preenchidos pelo aluno) impossibilitam (em partes) o estudo de forma autodidata. Serio, se as regras estão para ser preenchidas, a possibilidade disso dar errado quando se estuda sozinho é grande. O triste é saber que ele vai me acompanhar até o B1 (#chatiada).

O que estou fazendo neste momento? Um mescla entre minha amada "Kipp und Klar" (que eu decobri que existe um exemplar para B2/C1), o livro de exercícios do Delfin (que tem muitos exercicios) e os exercícios extras que meu professor passa (Sim, expliquei minha situação que já conclui o A2 no Brasil e não gostaria de esquecer tudo que aprendi e um dos professores sempre me passa exercícios diferentes: textos, gramática, exercícios de vocabulário... Um amor!). E na medida do possível tento falar em alemão ao máximo.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Universidade na Alemanha

27/11/13, nesta data meu destino nos proximos meses na Alemanha foi traçado. Fui aceita pela Ruhr Universität Bochum, uma mistura de alegria e frustação. Frustração por ter sido aceita na minha segunda opção e alegria de não ter sido recusada e não ter que repetir o processo de escolha.


O processo de escolha 
No edital da Alemanha, você escolhe 3 universidades, escreve uma carta de apresentação em inglês ou alemão e envia juntamente seu currículo e históricos traduzidos (ambos ou em alemão ou em inglês). As três universidades são ordenadas por ordem de preferência pelo candidato. Depois o DAAD realiza o matching com as universidades. A universidade pode te recusar ou alocar outros candidatos melhor colocados no ranking da universidade (cada universidade recebe a listagem de todos os candidatos daquela vaga e realiza o ranking). Caso nenhuma das três o aceite, o candidato deverá realizar a escolha de mais 3 universidades. Até hoje só vi um caso de um candidato ter de escolher 9 universidades.

Critério de escolha
Cada universidade informa os pré requisitos, no meu caso inglês não era um entrave, pois possuo certificado C1 em inglês. Outros critérios como anos de estudo no Brasil foram limitantes. Vim para cá devendo algumas matérias do 3º e 4º período, o que me fez descartar vagas que exigiam ou recomendavam 3 ou mais anos de estudos na área.
O segundo critério avaliado foi a area de atuação. Pouquíssimas universidades alemãs possuem o curso de Engenharia de Controle e Automação como graduação, na maioria ele é tratado como mestrado. Desta forma tive que me candidatar a vagas de Engenharia Elétrica, tomando o cuidado se existia matérias relacionadas a automação (algumas universidades o curso de Elétrica possui ênfase em outras áreas).
O terceiro critério foi a cidade, não gostaria de ficar em uma cidade muito pequena. Uma questão pessoal mesmo, de ter opções de coisas para fazer em um final de semana, de ficar em um local mais fácil para viajar. Um cidade maior ou próxima a zonas de indústrias, pensando em um estágio concomitante a universidade.

Bochum
Bochum está localizada na região mais populosa da Alemanha, a metrópole Renânia. No passado foi uma importante região mineradora da Alemanha (algo interessante para mim, pretendo trabalhar com Automação de Processos Minerais, setor carro chefe do meu estado de origem). Na região há muitas indústrias e opções de entretenimento. Dortmund é uma das cidades vizinhas, e a mesma não está muito longe da capital do Estado, Düsseldorf.

Ruhr Universität Bochum
É uma universidade com menos de 50 anos de existência, com potencial de crescimento. Ainda é cedo para comentar a respeito, mas as universidades alemãs são famosas pela sua excelência na engenharia.   

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Heimweh

Heimweh é uma palavra alemã, que ao pé da letra quer dizer: "saudades de casa".
Andei sumida com as palavras, é bem verdade. Não sei se foi um círculo vicioso de ócio que não pude me desprender ou o tempo necessário de digestão das coisas que levaram a inspiração e vontade para bem longe, diga-se a (des)arte de procrastinar.

São apenas 3 meses longe de casa, mas que já foram suficientes para mostrar a superficialidade na qual enxergava muitas coisas. Como a própria Física já dizia, tudo é uma questão de referencial, e no meu caso foi necessário mudar-me quilômetros de distância para de fato ver as coisas sob um novo ângulo. 

A visão mais gritante é no que diz Família. Coisas simples como uma refeição juntos, hoje são enxergadas como momentos valorosos. Por sorte, cresci em uma família onde sempre existiu diálogo: desde aos conselhos passados de meus avós; aos assuntos de Política, Ciência, Engenharia e Filosofia em longas noites com meu Pai e a minha mãe que desde cedo esteve no meu pé, que sabia pela minha face o que se passava na minha cabeça. Talvez seja por isso que eu fale e escreva demais, passei a minha vida inteira a dialogar e aprender a arte das palavras. Não, hoje não é dia de discutir o poder das palavras, hoje quero dizer algo que esta travado, o falar dos gestos e o silêncio velado.

Aos bons amigos que partilhei sonhos, que soltei minha risada estranha e que percebo que mesmo longe, estamos conectados: Jamais esquecerei cada um de vocês!

Domingo, um dia complicado. Sinto saudades dos meus tempos de acólita, de conhecer e conversar com as pessoas de minha paróquia, mas muito além disso sinto falta dos almoços de Família. Hoje dói saber que negligenciei muito desses momentos. Mas me sinto feliz de descobrir isso a tempo suficiente para dizer a todos o quanto eu amo minha família e como eu posso contribuir para que estes momentos se tornem melhores. 

O doce só se torna doce a partir do momento que você conheceu sabor do amargo. É o contraste que te faz diferenciar A de B, que te permite experimentar novos sabores e associa-los. A saudade está para mostrar o que de fato é essencial e importante na sua vida. O dia que o foco do essencial muda, que você desprende-se da superficialidade, este é o dia que você deixa de ter um amor vazio e começa a entender uma extensão muito mais complexa da vida.

Não estou triste, estou focada no meu objetivo que me alimenta dia a dia, entretanto hoje posso dizer com propriedade: como valorizo bons momentos. E como passarei a vivê-los com mais cuidado, pois são efêmeros e quando menos perceber já se findaram.





terça-feira, 10 de setembro de 2013

1º Parada: Nova Casa - Bad Vilbel

Eu jurava que se tratava do nome do bairro em Frankfurt que eu moraria, mas na realidade Bad Vilbel é uma cidade satélite de Frankfurt, a cerca de 8 km de distância do centro.
A cidade é uma fofura, tem muitas construções no "estilo alemão",  básico tenho a disposição: mercado, farmácia, papelaria, correio, banco, lojas de roupas e número elevado de pizzarias, Kebap Haus e sorveterias.
Bad Vilbel no passado foi um vila do Império Romano, o que justifica o mosaico de Poseidon.






sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dativ? Akkusativ? Was ist das? (Parte I)

Confesso que a primeira vez que lidei com Dativo e Acusativo tive um nó na minha cabeça. O que raios é isso? Até hoje tenho alguns problemas com ele (alemão é a primeira língua que estudo que possui esses casos).
O que vou escrever aqui são ideias e dicas que me ajudaram a compreender o conteúdo, as sabichões (vulgo trolls) caso leiam algo que seja absurdo, comentem de forma inteligente que eu concerto :)

O nominativo é tranquilo. Nominativo lembra nome, e nome da análise sintática do Português é conhecido na frase como Substantivo. Tudo aquilo estiver relacionado ao nome é um caso nominativo. Um exemplo de verbo que pede nominativo é o sein (ser). Lembrando das aulinhas de Português lá do Ensino Fundamental (Meu ensino médio foi em uma escola técnica, então com pouco conteúdo de gramática), o verbo ser também funciona como "verbo de ligação", neste caso ele não tem força sintática, apenas uni dois pedaços da frase em uma só.

Nominativo
Na frase: Das Mädchen ist jung.
O verbo ist funciona de forma similar ao nosso verbo de ligação.
Mädchen é uma palavra neutra e neste caso está no nominativo, portanto aparece o Das na frente.

Até ai tudo lindo, parecido com Português! E o que você aprende a seguir? Acusativo.

Acusativo
Ich habe eine Blume.
Neste momento você faz a falsa associação ao Português: ah! Acusativo é o objeto direto! Ficou fácil agora. Neste momento seu professor te ensina verbos cuja regência pede acusativo, como: haben, möchten, bestellen, nehmen, trinken, essen, brauchen, finden, suchen e kaufen.
O problema que até aprender o dativo (e alguns casos as Wechselpräpositionen) você se dá conta que essa associação não funciona.

Relembrando a definição de Objeto Direto x Objeto Indireto
Em nossa língua, a definição de um objeto direto está no fato que o mesmo se "liga" ao verbo sem necessitar de uma preposição ao passo que o objeto indireto necessita. Esta é a definição mais simples, e pela regência  verbal (verbo intransitivo, verbo transitivo direto e verbo transitivo indireto) você é capaz de determinar o tipo de complemento que o verbo necessita.
O problema de associar acusativo ao nosso objeto direto e dativo ao nosso objeto indireto é que nem sempre isso funciona. Você tem o caso acusativo utilizando preposição (algo que será abordado na segunda parte deste post) e nem sempre a nossa regência "bate".

Dativo
Ich gibe meniner Mutter eine Blume.
Nesta frase, meiner Mutter é o dativo e eine Blume o acusativo. Mas agora você se pergunta: Fernanda do céu, você mesma falou para não pensar como os objetos do Português, o que eu faço agora? Bom, eu tenho uma definição (feinha) para cada um dos casos:
         -Dativo é a consequência da ação do verbo, o que sofre ou recebe o que a ação do verbo representa. Também pode simbolizar "estático", "parado".
         -Acusativo é o agente pelo qual essa ação é transmitida ou passada. O objeto pelo qual a consequência do verbo se concretiza.
Vamos ler o exemplo anterior, quem que "recebe"? O objeto dativo, meiner Mutter. Quem é o objeto  "entregue"? O objeto acusativo, eine Blumen.
No final das contas, a dica é tentar aprender a regência, associar ao português pode ajudar no primeiro momento, mas lembre que não são coisas idênticas, então nem sempre dá certo.

Verbos que pedem apenas dativo: antworten, begegen, danken, fehlen, folgen, gefallen, glauben, helfen, schaden, schmecken e wiedersprechen.

Verbos com duplo objeto: stellen, bringen, sagen, schenken, schreiben, senden, nehmen.

Espero que deste modo tenho tirado algumas dúvidas!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

1 mês - 5 primeiras impressões!

"E num piscar de olhos toda a sua vida muda, de um sonho que não posso acordar, de uma nova realidade que parece tão real como se meu passado tivesse sido apagado, como se sempre vivesse aqui"


1 mês na Alemanha! Passou rápido mas ainda tenho muito tempo aqui. Este post é um resumo das impressões que eu tive aqui.

1- Trânsito: Assim como na Inglaterra, o sistema de transporte público é eficiente. A única vez que eu peguei o metrô de Frankfurt cheio foi após o jogo Eintrach Frankfurt x Bayern München, creio que foi apenas um pico de muitas pessoas saindo do estádio ao mesmo tempo e lotando a Estação Central.

2- Assim como nós brasileiros, eles também gostam de futebol. Nesse dia do jogo via um desfile de camisas de ambos os times na cidade, e o melhor: cada um com a camisa do seu time, numa boa. Havia alguns exaltados, cantando o hino do seu time e bêbados mas nada além disso.

3- Burocracia aqui também existe. Tudo é registrado no papel.

4-Até o momento alemães foram bem simpáticos. Em algumas conversas casuais percebi que ao pronunciar alguma palavra errado eles repetiam ou utilizavam a mesma palavra em uma frase. Uma forma sutil de dizer: "olha, eu te entendi mas você falou errado. Repete comigo que eu te ensino como é".

5- Em um mês fui do calor derretendo ao vento gelado típico de Belo Horizonte em agosto. O tempo aqui é meio bipolar: pode estar encoberto e de repente o sol aparece. O contrário também é comum: "Nossa que dia lindo, nem vou levar meu guarda-chuva!" E então volta o cão arrependido, molhado!


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ja!

Ja! Se você é intercambista do csf na Alemanha e faz suas compras no Rewe você já ouviu falar dele. O ja! é a marca do supermercado com preços mais em conta (para a nossa alegria)! Ela tem de tudo: queijo, pão, arroz, macarrão, leite, sabão e pasme até pilha!

Uma preocupação antes de vir sempre foi o quesito comida. Perguntas do tipo: o que é que tem lá? o que não tem? Como vou me virar? Hoje estou bem mais tranquila. Não estou morrendo de fome aqui, apesar de alguns itens comuns na culinária brasileira não serem facilmente encontrados (oi feijão!) ou serem absurdamente caros (oi carne de boi!). De resto, é possível se alimentar bem por essas bandas. Carne de boi é realmente mais cara aqui, mas se vontade apertar uma vez ou outra não faz mal. Feijão é uma coisa que eu custei a encontrar (mas não encontrei panela de pressão, então já viu).
As coisas tendem a ser menos doces, fiz uma gelatina de cereja que não tinha doce algum (desceu forçada na garganta, aprendi a lição coloca um pouco de açúcar que fica melhor).
Sim, como uma boa mineira morro de vontade de comer um pão de queijo (que só falta o queijo por que polvilho veio comigo). A pegadinha clássica é o "Kondesmilch", não é leite condensado! Isso é uma espécie de creme que se coloca no café (só para ficar com cara do nosso café com leite). O nosso leite consensado é conhecido aqui como "Mädchen Milch", ou simplesmente "Leite Moça". Não encontrei no rewe da minha cidade, só achei na vizinha, Frankfurt.
Abaixo uma foto da minha "dispensa". Percebe-se Ja para tudo quanto é lado!

E a foto da minha geladeira (Sim, tenho uma geladeira pequena no quarto!)

Minha rotina nos ultimos anos consistia em almoçar fora (trabalhar + faculdade deixava qualquer um louco) então raramente cozinhava. Por sorte tinha noção de como fazer determinadas coisas, mas aqui os alimentos não são exatamente como no Brasil. Errei a mão no arroz do primeiro dia, frutas se perdem mais rápido mas com o tempo você se acostuma. 
Vai bater saudade daquele churrasco, mas aqui tem coisas deliciosas também. Duas delicias famosas são a cerveja e o salsichão. Não deixe de provar os pratos típicos de qualquer lugar que você for, você pode ser surpreender!