Alemão

Informações sobre a Língua Alemã

Curiosidades

Curiosidades a respeito da Cultura, dos Habitantes e do Sistema Educacional Alemão

Desventuras em Série

Diário de Viagem

Nostalgia

Aquele momento que bate a saudade de Terras Tupiniquins

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ja!

Ja! Se você é intercambista do csf na Alemanha e faz suas compras no Rewe você já ouviu falar dele. O ja! é a marca do supermercado com preços mais em conta (para a nossa alegria)! Ela tem de tudo: queijo, pão, arroz, macarrão, leite, sabão e pasme até pilha!

Uma preocupação antes de vir sempre foi o quesito comida. Perguntas do tipo: o que é que tem lá? o que não tem? Como vou me virar? Hoje estou bem mais tranquila. Não estou morrendo de fome aqui, apesar de alguns itens comuns na culinária brasileira não serem facilmente encontrados (oi feijão!) ou serem absurdamente caros (oi carne de boi!). De resto, é possível se alimentar bem por essas bandas. Carne de boi é realmente mais cara aqui, mas se vontade apertar uma vez ou outra não faz mal. Feijão é uma coisa que eu custei a encontrar (mas não encontrei panela de pressão, então já viu).
As coisas tendem a ser menos doces, fiz uma gelatina de cereja que não tinha doce algum (desceu forçada na garganta, aprendi a lição coloca um pouco de açúcar que fica melhor).
Sim, como uma boa mineira morro de vontade de comer um pão de queijo (que só falta o queijo por que polvilho veio comigo). A pegadinha clássica é o "Kondesmilch", não é leite condensado! Isso é uma espécie de creme que se coloca no café (só para ficar com cara do nosso café com leite). O nosso leite consensado é conhecido aqui como "Mädchen Milch", ou simplesmente "Leite Moça". Não encontrei no rewe da minha cidade, só achei na vizinha, Frankfurt.
Abaixo uma foto da minha "dispensa". Percebe-se Ja para tudo quanto é lado!

E a foto da minha geladeira (Sim, tenho uma geladeira pequena no quarto!)

Minha rotina nos ultimos anos consistia em almoçar fora (trabalhar + faculdade deixava qualquer um louco) então raramente cozinhava. Por sorte tinha noção de como fazer determinadas coisas, mas aqui os alimentos não são exatamente como no Brasil. Errei a mão no arroz do primeiro dia, frutas se perdem mais rápido mas com o tempo você se acostuma. 
Vai bater saudade daquele churrasco, mas aqui tem coisas deliciosas também. Duas delicias famosas são a cerveja e o salsichão. Não deixe de provar os pratos típicos de qualquer lugar que você for, você pode ser surpreender!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ich lerne Deutsch

Minha história com o alemão é antiga, comecei no segundo semestre de 2008 a fazer um curso semestral de alemão. Naquele período estudei por um ano o livro Delfin, o que equivale ao nível A1. Por motivos de força maior tive que interromper os estudos na língua, retomando apenas em 2011.
Neste intervalo na minha escola de ensino médio foi ofertado alemão como segunda língua estrangeira, através de um programa, o "Schulen: Partner der Zukunft" (já mencionado no blog). Então sempre mantive o contato mínimo com a língua.
Em 2011, já na faculdade recomecei o curso, desta vez utilizando o livro Studio D já visando programas de intercâmbio (naquela época o ciência sem fronteiras ainda nem existia). Cursei 5 semestres, o equivalente aos níveis A1 e A2. Cheguei com uma bagagem boa aqui.

Did - Estudar na Alemanha

A primeira frustração ao chegar no curso de Alemão foi a ausência de um nivelamento. Sei que a grande maioria dos alunos são reoptantes de Portugal/Espanha, o que permite inferir que não falam alemão. Mas e o caso dos alunos da repescagem? No edital corrente o nível exigido era o A2, deste modo alunos de nível A1 e sem certificado foram repescados. Este foi um ponto falho e que me prejudicou de uma certa forma. Mas não vou reclamar, ganhei a bolsa e tenho um objetivo: construir uma boa base de alemão para aproveitar melhor a universidade. Este é o foco.
Estudar na Alemanha é bem diferente de estudar no Brasil, a diferença já começa no número de aulas: são 32 horas semanais contra as 3 horas que fazia. Isso sem falar no grau de exposição da língua: no mercado, ao ligar a televisão, ao ver um filme... Neste quesito não há o que comparar!
Como retornei ao principio, pela quarta vez, tento estudar os conteúdos que aprendi no Brasil, para que não caiam em desuso e se percam e deste modo vou progredindo (ou não?).

A ficha que custa a cair
Já são três semanas e eu ainda não percebo a importância dessa experiência, acho que sofro de alguma especie de delay, pois a ficha custa a cair. Acabei criando uma rotina na minha moradia que parece como seu eu sempre estivesse aqui. Estranho, não?



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

2º Parada: Frankfurt an Main

   Inicialmente gostaria que cidade escolhida para o curso de Alemão fosse Munique, uma cidade que eu me deslumbro aqui na Alemanha. Frankfurt era uma cidade que não me despertava tanta vontade mas hoje vejo que ela tem seu charme e energia própria. Ao contrário de que muitos pensam, Frankfurt am Main não é a capital do estado, Hessen. A capital é Wiesbaden, sendo Frankfurt o centro econômico financeiro da Alemanha. Devido a guerra, existem poucas construções históricas na cidade, ela foi praticamente reconstruída com um toque moderno.
As  fotos a seguir representam uma construção conhecida como "Römmer", reconstruida no pós guerra e uma das poucas construções antigas na cidade.



O rio main





sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Uma pausa antes da Tempestade - Vamos voar!

É verdade, estou a um bom tempo sem escrever nada, mas Julho foi tão corrido. Final de semestre, a ansiedade da viagem e um turbilhão de dúvidas me deixaram sem inspiração e sem tempo. Agora tenho que tirar todo o atraso, já que tenho muitas coisas a falar.
A primeira delas é a respeito do voo, ao lonigo dos dias postagens sobre a hospedagem, a escola, a cidade que moro, as cidades que visitei vão saindo com calma. 

O voo
Sai de "Beozonte" sábado, 3 de Agosto, pela manhã. Aquela choradeira típica não aconteceu, acho que sofro de um "delay" muito grande, a minha ficha sempre custa a cair: vai ficar um ano e 7 meses fora de casa e não teme? não chora? não descabela? Não sei se é esse meu atraso mental ou o fato desta não ser a primeira vez que eu digo "Auf Wiedersehen" ou se a Alemanha é um sonho antigo que persegue.Fato é: não chorei no aeroporto. Peguei uma conexão até Guarulhos, onde fiquei de molho por 10 horas.
A espera podia parecer torturante a um primeiro momento, mas ao encontrar outros bolsistas no csf esperando o mesmo voo que você, que partilham dos mesmos anseios e medos te faz ficar mais calma. É complicado descrever. Uma pessoa que passa pela mesma situação ou similar que você tende a ser muito mais compreensiva.
Foram longas 11 horas de voo, escolhi um lugar na janela pois queria dormir o voo todo (tolinha, isso é impossível). Revezava leitura do livro "Anjos da Morte" (que me fazia lembrar demais de uma amiga que deixei em BH), música, cochilos e conversa com a passageira do lado. Ela era italiana e fazia parte de um grupo que estava na Jornada Mundial da Juventude e retornaria à Roma, como ela não falava inglês muito bem a conversa foi uma mistura de Português, Italiano,  Espanhol e mímica. Conclusão: quando a boa vontade, é possível estabelecer um dialogo simples.

Terras Germânicas
Após a aterrizagem, o grupo do csf se reuniu para encarar a imigração juntos. Isso era algo que eu temia e que no fundo foi muito tranquilo. Não me perguntaram nada! Olharam a carta da Capes e carimbaramo passaporte. (Da vez que fui para Inglaterra, lembro que me perguntaram o que eu faria, quanto tempo, porque e onde).
Após a imigração, cada um pega a sua mala e seguimos ao ponto de encontro. A parte que eu morro de medo enfim chegou! (Sim, eu detesto voar)
Abaixo esta a foto do grupo de brasileiros (ou pelo menos parte) do grupo de brasileiros que ficarão em Frankfurt an Main. (Favor, desconsiderar a bandeira horrorosa que colocaram ao lado da bandeira nacional).



terça-feira, 13 de agosto de 2013

3º Parada: Heildelberg

Primeira semana, começo de agosto aqui estava muito quente. Adaptando a nova vida e ainda anestesiada com a mudança e não tendo dimensão do que ela significaria.
Heildelberg foi a primeira cidade alemã que visitei e por este motivo teve um olhar diferenciado: Um olhar ansioso pelo novo e deslumbrado, um olhar que não conseguia acreditar no que estava vendo.

Um pouco sobre a cidade: Pertence ao estado de Baden-Württemberg, ao sul da Alemanha e tem aproximadamente 150 mil habitantes. Ela é famosa pela sua universidade, a mais antiga da Alemanha, por ter sido um centro do Protestanismo, onde Lutero permaneceu.